terça-feira, novembro 05, 2002

Eu não vim aqui
pra entender
ou explicar
Nem pedir nada pra mim
Não quero nada pra mim
Eu vim pelo que sei
e pelo que sei,
você gosta de mim
É por isso que vim
Eu não quero cantar
pra ninguém a canção
que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você,
pra voce não esquecer
que tem um coração
que é seu
Tudo mais que eu tenho,
tenho tempo de sobra
Tenho um jogo de botão,
E tenho essa canção


De novo, obrigada você, por essa. Agora tudo que eu queria era ouvir só Pato Fu e Massive Attack com Protection. Quero que seja só minha. Porque é 'eu' demais.
Ah, e tudo ótimo. :]
Claro. Podia ser diferente?
"Entre as principais críticas que se fazem aos profissionais da área (RP) estão:
1. Picareta, isto é, enganador, pessoa que não produz nada de útil.
2. Superficial, despreparado, vazio de idéias.
3. Festeiro, oba-oba, pessoa que vive em ambientes de gente fútil.
4. Intermediador de coisas estranhas: influência, empregos, mulher, etc.
5. Instrumento de dominação do sistema capitalista.
6. Produto típico da sociedade de consumo.
7. Não tem valor agregado."

(Roberto de Castro Neves, em Imagem Empresarial)

Eu amo meu curso. E ponto.

Hoje, durante a aula, tive que responder inúmeras vezes à mesma pergunta "Sol, o que você tem?" e suas infinitas variantes: "Aconteceu alguma coisa?", "Tá tudo certo?" et al. O mais estranho é que, pelo contrário do que minha expressão deve estar demonstrando, acordei até um pouco melhor hoje. E (...). Hoje tenho aula de história do cinema. Mas não lembro qual é o filme. Mas dormi um pouco durante a tarde pra não dormir durante o filme. Tá bem frio. E eu só uso roupas azuis, Gota de Sangue. O cabelo que é vermelho... :]
Plug-In

Se eu te dissesse o que eu sinto, eu acharia que minha parte está feita. Acharia errado. Acharia que só porque consegui resolver algo na minha cabeça, o resto do mundo também teria se resolvido. Acharia simples. E se tu não me quisesses, eu ainda arranjaria um modo de te culpar. É, sim. E todo mundo já passou por isso antes. Eu mesma tinha me esquecido que não era assim que funcionava. Então eu nem ao menos disse, mas sei que se dissesse seria ainda pior. Sei que não valeria a pena o risco do orgulho ferido por tão pouco. E sei que, se eu dissesse e não fosse, eu faria disso algo nobre. Me faria acreditar que eu sou a pessoa mais corajosa do mundo e que, tu não sabes, mas nascemos um pro outro.
Sempre espera-se algo em troca. Ainda que talvez o grande problema sejam palavras, a gente espera que elas nos tragam algo. A gente pensa tanto no problema que é "dizer" que acaba achando que esse é o mais importante.
"Mas agora que eu disse, tá tudo bem." - Daí a gente se senta na escada do prédio e fica esperando que ele(a) corra pros nossos braços e traga junto um turbilhão de emoções e uma vida linda. A gente parece esquecer o quão rara é a reciprocidade de sentimentos. E o quanto isso é bom, pra que a gente não se perca tão facilmente. Pra que, quando for, seja. Para que as pessoas se apaixonem juntas. Pra que se machuquem menos. Pra que elas saibam, ao mesmo tempo, o quanto um corpo precisa do outro. Pra ser simples e pronto. Pra que o gosto pelo incerto não seja sempre uma desculpa pra corações machucados e orgulhos feridos. Pra que seja sempre melhor saber ao certo. É...

Eu vim pelo que sei
e pelo que sei,
você gosta de mim
É por isso que vim.
Answerphone, literalmente.

Obrigada, tá? Mas, muito.
Aliás, eu dormi. E não controlei meus sonhos, mas dormi.
E o melhor de tudo é que tu (ainda, sempre) és tu.

segunda-feira, novembro 04, 2002

Hahaha, ok Danie. A recíproca existe, Queen of the troubled teens. Mas eu não quero mais ser complicada.
Eu tenho um problema. E ele tem nome e os olhos castanhos mais lindos que eu já vi. (E eu teria que implorar pra ele não se reconstruir em mim quando ele bem entender)
Mas é. My Insatiable One.
"Tem, mas acabou." - ou Roubos.

Quando alguém faz de sua seção "life and love sucks" a "seção solange" deve-se refletir a respeito. Sim, farei isso. Mais.
Enquanto isso, tenho que pensar numa fantasia até sexta, pra que eu não acabe indo de Lola, que foi o que me indicaram. (Sim, posso falar alemão e sair correndo. Não é ótimo?) É, teremos a tal festa. E alguém teve a imoralidade de organizá-la no R.U..
Estou (de novo, e daí?) cansada de ser eu. Também odeio algumas pessoas. E assumo. Te odeio e te fode também. Talvez a reciprocidade te console.
Bitter hoje. Mas é um ódio bem adaptável-e-sincero, então tudo bem. Talvez passe se eu colocar fogo em algumas coisas.
A aula não teve e alguém sorriu ao me ver e me disseram que eu fico ótima de vermelho.

Não quero mais.